quinta-feira, dezembro 11

Eletricidade e seus produtos

Qual é a pior coisa que pode acontecer para estragar completamente a dinâmica do nosso dia? Em tempos modernos eu afirmo: falta de energia elétrica.

Meu irmão e eu estamos de férias, hoje particularmente (como em tantos outros dias, mas para dar a impressão de que sou uma pessoa ocupada coloquei esse "particularmente") estamos ambos em casa, treinando nossas habilidades de Homer Simpson. TV, computador, internet, comida esquentada no microondas, telefone sem fio que precisa estar sempre ligado na tomada, celulares sem bateria. E eis que de repente a energia se vai. Investigando aqui e acolá eu descubro que 3, sim, TRÊS contas estão pendentes. O motivo? Confiança nos serviços da modernidade. Pensando minha querida mamãe, provedora do lar, que as contas se encontravam em débito automático nem se preocupava com o pagamento das mesmas. O resultado? Dois enlouquecidos num apartamento sem absolutamente nada para fazer.

Graças, porém, a outros produtos da era moderna, pudemos ligar nossos notebooks na tomada do corredor do condomínio e aproveitar a internet wireless sem senha de algum vizinho.

A modernidade é mesmo um paradoxo.

*Ao som de The Gnome - Emerson, Lake & Palmer

quinta-feira, novembro 27

Gosto de férias

Não que eu já esteja desfrutando plenamente esse período supremo do ano, as adoradas férias, mas apenas a perspectiva de poder ler o que eu quiser na hora que quiser, ver quantos filmes quiser na hora que quiser e, sobretudo, a perspectiva de poder querer, já me dão um novo alento. Tudo bem, não posso dizer que este semestre tenha sido dos mais árduos ou que tenha contado com um mínimo de comprometimento da minha parte, mas fato é: acabou-se. Agora resta-me voltar para o meu umbigo (por falar nessa região do corpo, nota mental: regime já!) e finalmente me dedicar à pesquisa. Veremos se dessa vez cumpro minha promessa de férias.

*Ao som de Rooney - I'm a Terrible Person

quinta-feira, outubro 23

A modernidade e a viagem no tempo

Quando pensamos que nada mais nessa vida pode nos surpreender, vem a internet com mais uma de suas façanhas: a volta no tempo!
 
Eu admito que participo de inúmeras redes sociais via web, estou cadastrada em tudo quanto é serviço da rede e até jogo uma coisinha muito simples online. O negócio é que, como tudo o que surge no ambiente virtual, essas redes tendem a se tornar cada vez menos virtuais e sempre mais reais (mesmo que não envolvam conhecer concretamente, fisicamente, o outro usuário).
 
Enfim, juntando tudo isso (a vontade das pessoas de formarem uma rede real, a tecnologia e o avanço que chega no limite de nos fazer voltar no tempo), eis que me encontro numa situação deveras inusitada: no tal joguinho, pelo qual é permitido enviar mensagens para outros usuários, um outro me contacta para resolver uma questão puramente relacionada ao jogo em questão. Tudo bem, trocamos algumas mensagens pra solucionar o problema, mas o ser do outro lado insistia em não querer entender e me pede o msn. What the hell? Não acredito que isso me causaria problemas. Mas eis que a primeira frase do ser é: "Quantos anos você tem?". Claro, na minha paciência universalmente conhecida, eu ignorei a pergunta e fui direto ao ponto que interessava. Mas a coisa continuava, até que por fim eu falei. Agora, segurem-se em suas cadeiras, porque a próxima foi uma pérola: "Você ficaria com um cara de 17?". Claro que, no momento que eu fiquei sabendo a idade do garoto, entendi a insistência na primeira pergunta (lembram da época que a gente super conversava com pessoas desconhecidas pela internet visando a pegação? Então não julguemos o jovem.). A conversa ainda se desenrolou até o ponto do garotinho falar que eu devia ser muito nervosa, porque "só dava tirada" (sim, este termo ainda existe na boca da adolescência).
 
Bom, pelo menos serve pra gente relembrar nossos anos de juventude revoltada, não é? Se você se sentir saudosista, entre numa sala de bate-papo do UOL. A conversa vai ser a mesma que era há dez anos atrás.
 
*Ao som de The Deadlover's Twisted Heart - Huckleberry Finn

terça-feira, outubro 21

Atualização da desatualização

Parece inevitável: blogs e eu não nos damos bem. Quer dizer, pelo menos não constantemente. Por mais que eu coloque na minha cabeça que "desta vez, não importa o que acontecer, eu escreverei no blog numa freqüência minimamente aceitável", simplesmente não dá. Enfim, antes tarde do que nunca. Lá venho outra vez, tentando manter este espaço (e já perdi a conta de quantas vezes repeti este discurso de "me desculpe pela demora em atualizar, mas cá estou eu novamente").
 
Bem, pra falar a verdade eu comecei a escrever sem nenhum objetivo específico, o que quer dizer que, no fundo no fundo, este pequenino e singelo texto não tem nenhum propósito maior que a simples atualização do blog. É uma pena.

* Ao som de Belle And Sebastian - The Wrog Girl

domingo, agosto 10

É só entrar no clima

Eu sempre gostei dos Jogos Olímpicos. Aliás, devo confessar que tenho uma queda por grandes acontecimentos esportivos. Copa do Mundo é a mesma coisa. Mas uma coisa que a Copa do Mundo não tem, como sabemos, é variedade - característica principal das Olimpíadas. E justamente por isso, pelo sem número de modalidades e pelos vários acontecimentos simultâneos com uma platéia muito heterogênea, também temos durante as Olimpíadas as situações mais... digamos... incomuns.

Se eu já não tivesse hábitos de coruja, poderia citar as madrugadas acordada na frente da TV como uma das mudanças provocadas pelo jogos. Tudo bem, ir dormir tarde pode nao ser exatamente o problema, mas a gente começa a duvidar um pouco do próprio estado de espírito quando, depois de ter ido dormir às 3h da manhã, ainda acordamos, num domingo, às 9h para assistir a uma competição de ginástica artística. No entanto, pior do que a troca de horários, são os esportes que eu me proponho a assistir. Tiro, hipismo... Ah, as Olimpíadas! Só de quatro em quatro anos é que pode se ver este ser que vos escreve, no meio da madrugada, assistir torcendo loucamente a uma luta de judô entre Uzbequistão e República Tcheca. Considero esse o meu ápice.

Mas as surpresas nem sempre estão só do lado do público. Ah, não...! Os chineses têm suas cartas na manga e não hesitaram em surpreender-nos. Eis que, ecoando durante a transmissão de provas da natação, escuta-se bem claramente um Ilariê tocando por lá. Eu sabia que a Xuxa era conhecida pela América Latina, mas dessa vez ela se superou. E, como se não bastasse essa ressurreição, o DJ da arena do vôlei de praia supera até bloco-de-carnaval-falido-que-só-canta-coisa-velha e, de repente, a gente lembra a letra da música e canta junto:

"Nada mal, curtir o TERRASAMBA
não é nada maaaaalll!
Que legal! É só entrar no clima
e liberaaaaaar geraaall!"

Demos graças ao senhor porque a gente tá no clima do discurso de paz dos Jogos Olímpicos.