domingo, março 2

When I'm 64

De vez em quando a gente topa com uns eventos que nos fazem relembrar a maldita frase: "estou ficando velha".

Minha última semana teve várias demonstrações disso: primeiro vemos que "nossos calouros" na faculdade são dos anos 90, aí tem o fato de você simplesmente não se perder mais nos corredores, piora quando você vê aglomerações de jovens (sim, porque todo mundo começa a parecer jovem) falando alto e rindo descontroladamente... e finalmente: quando calourada é uma palavra abominável aos seus ouvidos.

Tudo bem, eu admito que eu acabei indo e fazendo parte da festinha. E, na verdade, a coisa teve seu lado positivo: agora eu tenho certeza que detesto muito tudo isso. Só para ilustrar o estado das coisas, vou citar as palavras de uma colega de classe que servem muito bem pra dar uma idéia de como estavam os hormônios dos university newbies: "Sai da frente! Não estou em micareta!".

Apesar de tudo acima citado, o Troféu "Eu confesso, sou teenager" (sim, acabei de inventar um prêmio pra essas coisas) vai para a garota na sala de espera do dentista. Meu humor já não estava bom: tinha acordado cedo pra ter aula numa turma de pessoas que cultivam um estilo de vida à la Malhação, estava esperando (pra quem não sabe, esperar e ficar na dúvida estão no topo das coisas que eu mais odeio em todo o universo) há 2 horas e, ainda por cima, estava tentando terminar/começar uma leitura acadêmica, lutando contra as pálpebras que insistiam em cair. Nesse contexto maravilhoso, me chega a menina. Claro, logo ela tirou um celular da bolsa (quem vive sem celular?) e começou a futricar o aparelho. De repente ela começa a falar. E, tão repentinamente quanto começara, ela para. Uns 10 segundos depois a cena se repete. E depois de novo. Aí me caiu a ficha: 3 segundos!

Entreguei meus pontos. Preferi seguir consultório adentro e assistir a dentista colocando/instalando o aparelho no meu irmão. Show de horrores por show de horrores, pelo menos ali estava mais perto da janela. Qualquer coisa, era só pular.


*Ao som de Sonny and Cher - I Got You Babe

quarta-feira, fevereiro 27

As time goes by

Eu não sou um exemplo de pontualidade, confesso. No entanto, orgulho-me de poder dizer: a medida de tempo pela qual se mede meu atraso nunca ultrapassou a unidade horas. Na verdade eu nem sabia que era possível tal feito, mas a universidade está sempre a nos provar que o impossível é possível: por exemplo, que existem mais homossexuais matriculados nas engenharias do que na Belas Artes.

Uma época de tantas surpresas poderia ser facilmente caracterizada como difícil, mas está muito longe de sê-lo. Aliás, muito pelo contrário: formar (isto é, ter um diploma) é a parte mais fácil da vida. Como diriam os antigos, é "mamão com açúcar" perto do vestibular e "fichinha" se comparado à vida que procede a conclusão de curso: o temido futuro (pena não ter nenhuma fonte estilo "Goosebumps" pra escrever a monstruosa palavra...).

Tudo bem, eu reclamo. E reclamo muito. Mas encaro minhas reclamações como um protesto contra a esse desleixo em relação à educação superior (ui, senti um ar de folhetim do DCE?). Pois bem, eu reclamo dos atrasos absurdos. Alguém poderia explicar aos professores what the hell significa data? Alô-ow! Não pode ser tão difícil! Ainda mais (e isso MUITO ironicamente) pra docentes do curso de H-I-S-T-Ó-R-I-A.

Enfim, eu pensava que, se existe um calendário acadêmico, ele assim, só provavelmente, está lá para, hum, ser cumprido. Por outro lado, pessoas da área de humanas não são geralmente boas com números, então aí vai só pra ajudar:

24/02/2008 ≠ 03/03/2008

*Ao som de Melanie C. and Bryan Adams - When You're Gone

sexta-feira, fevereiro 22

Sessão matinal

Na falta de qualquer assunto emocionante ou pensamento criativo (a.k.a. vida entediante e monótona), mas considerando que o presente blog se encontra há uma semana sem atualizações, resolvi escrever hoje.

O fato é que, com a aproximação do início da vida (a.k.a. aulas), tenho tentado consertar meus horários malucos de férias, passando a acordar às 6am ao invés de ir dormir a essa hora. É claro, é óbvio ululante, que eu jamais (lê-se "jamé" - en français!) conseguiria começar a minha vida tão cedo a não ser por uma necessidade maior (a qual está por vir semana que vem), portanto ainda me permito olhar para o despertador e dormir mais um pouco. Alguns dias vou até 07:30, outros (como hoje) até 08:30, mas o que interessa é que já me acostumei a ter vida antes do meio-dia.

Para manter-me acordada uma enorme quantidade de café está sempre à minha disposição, mas o que tem feito mesmo as alegrias de todas as manhãs é... a Xuxa! Não, tô zuando. Há séculos ela não é alegria de ninguém (nem da Marlene Matos e, triste é a vida, mas nem do mundo da fofoca). Minhas alegrias têm sido os filmes. Na ânsia, consegui ver até uma quantidade razoável deles.

Dentre os que me lembro (Bonecas Russas, Antes do Pôr-do-Sol, Asas do Desejo, Sweeney Todd e O Escafandro e a Borboleta) gostaria de destacar um que comecei a ver por obrigação, mas que é um primor e uma fofura: Persepolis.

Não vou escrever uma sinopse porque 1) eu estou com preguiça e 2) gosto de ver filmes sem ter mínima noção do que se trata, presumindo assim que esta seja a melhor maneira de se surpreender com todos os acontecimentos da história.

Sem mais no momento eu me despeço para ir ver o último episódio de Lost.

sexta-feira, fevereiro 15

Índia, seus cabelos...

Será cabelo sinônimo de poder? A pergunta surgiu há lguns momentos atrás na minha cabeça: diga-se de passagem, uma cabeça consideravelmente mais leve. Isso porque ontem resolvi finalmente tomar vergonha na cara e ir cortar o cabelo. Como é costume meu, de tempos em tempos eu enjôo da minha cara e decido que é preciso mais do que "aparar as pontas" pra ficar satisfeita.

Após sair do cabeleireiro (que, coitado, já nem via o chão, tal era a quantidade de cabelo) voltei pra casa bem satisfeita. Ao longo do dia fui reparando melhor no corte e decidi que não estava bom, mas ainda assim eu estava satisfeita pelo simples fato de ter feito uma mudança. Pela noite os ânimos começaram a baixar (embora eu ainda tenho encontrado forças, finalmente, arrumar meu guarda-roupa). Hoje de manhã eu também criei coragem pra sair da cama lá pelas 9:15, tentando consertar meu horário biológico maluco de férias. Desde então tenho me arrastado de uma lado pro outro da casa, sem ânimo pra fazer absolutamente nada.

Será que a história de Sansão e Dalila não é lá tão mentirosa? Afinal de contas é inegável que a queda energética tenha começado desde o momento que fiquei, literalmente, com a cabeça mais leve.

E faz sentido isso que estou dizendo. A Britney Spears também perdeu seu (aham!) "sexy girl power" depois que resolveu ser skinhead. Várias especulações no mundo da fofoca também culpam o corte de cabelo da atriz de Felicity pela queda de audiência da série (eu, particularmente, acho que as pessoas simplesmente se cansaram de ver ela naquela indecisão toda: "Ben ou Noel? Ben ou Noel?"). Tá, o Elton John é careca e é poderoso. Mas ele usa peruca! E alguém já viu alguma música dedicada a pessoas de cabelos curtos? Nãããão. A Perla cantava pra índia de cabelão, não sei quem cantava debaixo dos caracóis dos cabelos de outro alguém, Hair é totalmente sobre, bem, HAIR!

É por essas e por outras que as aulas têm que voltar: vou ter menos tempo pra pensar nessas baboseiras todas.

*Ao som de Carla Bruni - Quelqu'un M'a Dit

segunda-feira, fevereiro 11

"Más que nada", o Grammy precisa ir pra "rehab"

Ontem foi o dia da festa da música: os Grammy Awards. Tá, eu sei que falar "festa da música" é totalmente canal E! Entertainment Television, mas é que eu ainda estou superando minha overdose de "WHO you're wearing?" e outras perguntas de igual importância para o mundo musical.

Na falta do que fazer num domingo à noite, lá fui eu ver as entrevistas do Red Carpet e... F-R-U-S-T-R-A-Ç-Ã-O. Porque, alô-ow!, pra que mais serve um canal de fofocas a não pra criar polêmicas? Fiquei totalmente decepcionada com os críticos da moda que, amégas, nada tinham a criticar! Será inibição?

Enfim, quem não estava inibida mesmo era a tal da apresentadora estrelinha, a tal da Giuliana Depandi, que agora que casou é Giulana Rancic - mas quem quer saber? Aparentemente ela (e somente ela) achava que todos os convidados (os de verdade, os que mais precisamente entravam pra assistir a, aham, "cerimônia") estavam absurdamente interessados na vida pessoal dela. Ela praticamente dava entrevistas. A melhor parte foi quando ela encontrou pra bater um papo de amigas com a Fergie. Ela tava contando sobre a vida dela e dando dicas de como planejar uma cerimônica de casamento! Agora imaginem a cara da Fergie. Ela já sofre com a falta de movimentos faciais devido ao botox, mas escutando aquela baboseira toda, ela tava simplesmente paralisada. Pensando bem, ela podia andar com um fone de ouvido com a Giuliana "Whatever", assim quem sabe as cordas vocais dela também parassem...


Embora o programa tenha me parecido um fiasco (também é a primeira vez que eu vejo os "arrivals" das "stars"), foi "más que nada" ver a Fergie naquele estado. E, claro, a cara fingida e visivelmente ensaiada de surpresa que a Amy Winehouse fazia. Se bem que, pensando bem, pode ser efeito das drogas (que a Amy, diga-se de passagem, deve ter dado pros júris do Grammy). Rehab pro Grammy!